7/12/2009

Dando Notícias (2)


Mais uma postagem de caráter informativo.

Continuamos labutando pela reorganização das nossas fontes de rendimento.

As instalações da nova escola de idiomas no perímetro da nossa casa ficaram excelentes. Melhores do que em qualquer das casas que alugamos anteriormente para o efeito. As nossas salas são amplas, arejadas e confortáveis, sem infiltrações, humidades ou bolor, bem pintadas e limpas. Não perdemos nem um centímetro quadrado do nosso espaço social, porque as 5 salas de aulas que temos surgiram de espaços não aproveitados ou subaproveitados. Continuamos com a nossa área social integral, incluindo uma suite para visitas sempre pronta a ser utilizada. Melhor ainda, aproveitámos para fazer algumas melhorias e remanejamentos de móveis, etc, que deram uma cara nova e rejuvenescida à propriedade.

Estamos agora a fazer uma divulgação seletiva da nova localização da escola junto aos bairros circundantes, a fim de angariar alunos localmente, porque perdemos a maioria dos que sobravam da fase anterior.

Simultaneamente, continuamos a fabricar e distribuir as nossas doses individuais de Toucinho do Céu, que vêm tendo bastante sucesso e começam a ter clientela certa de restaurantes e cafés, além de consumidores avulsos. Em breve introduziremos um outro produto para alargar o leque de possíveis clientes interessados.

O nosso romance de amor, novo de 44 anos, continua florescendo como no primeiro dia. É deslumbrante a experiência de crescermos juntos, física e espiritualmente.

Filhas e netas, estejam próximas ou distantes, vivem existências paralelas às nossas, por vezes até divergentes, como se pertencessemos a planetas diferentes. Mas enfim, lá se vão tentando descobrir os máximos denominadores comuns que permitem a continuidade da família. O mais curioso é que - ao contrário do que sucedia entre nós e as gerações anteriores - as gerações das nossas filhas e netas são, em vários aspectos essenciais, mais conservadoras e estáticas do que nós. Mais intransigentes e menos afoitas. Decididamente mais quadradas!

Cada vez se torna mais claro (como se tal fosse possível) que demos o passo certo quando nos mudámos para o Brasil. Os acontecimentos mundiais do dia-a-dia no-lo demonstram diariamente ao vivo e a cores. É um verdadeiro privilégio residir nesta terra abençoada.

Beijos para todos!

6/07/2009

Santos Populares

No Brasil, a época dos Santos Populares chama-se Festas Juninas. Durante 6 sábados consecutivos há festa da grossa na Casa de Portugal de Campinas, com vinho e pratos tradicionais portugueses. A Heather e eu, marcamos a nossa presença vendendo doces portugueses para a sobremesa, designadamente as porções individuais da nossa receita de "toucinho do céu", que se podem ver na foto em primeiro plano nas suas vistosas embalagens.

Uma menção especial para o Rancho Folclórico da Casa de Portugal de Campinas, que nada fica a dever aos melhores existentes na metrópole. Especializado em cantares e dançares minhotos, a todos delicia com as suas chulas e viras eximiamente executados.

As netas vão crescendo


Em 11 de Maio a Rebecca fez 17 anos. Em 5 de Junho a Sophia fez 14, dia em que foi tirada esta foto. Parabéns!!!

5/15/2009

Pão, Amor e Totobola: Sonho Realizado!

Há cerca de um ano e picos lancei um apelo público para que alguém me conseguisse arranjar uma cópia do filme "Pão, Amor e Totobola", no qual tive uma participação.

Há muitos anos que vinha fazendo eu próprio essa busca, sem o menor sucesso. Julguei sinceramente ser uma missão impossível, por vários motivos óbvios, entre os quais o facto de que NUNCA foi lançado em DVD.

Todavia, como foi feito um lançamento em VHS e circulou pelo mercado dos vídeo-clubes, fiquei com uma ténue esperança de que o milagre se pudesse realizar um dia.

Pois, meus amigos, esse dia chegou.

Em 23 de Abril passado, recebi um e-mail do amigo Carlos Santos dizendo o seguinte:

"Tenho andado a "farejar" por tudo quanto é sítio e acho que descobri uma cópia do filme - Pão Amor e Totobola. Amanhã mesmo vou a casa do Daniel Bacelar para passar essa cópia de VHS para DVD."

Fiquei em polvorosa; nem queria acreditar. Seria que o milagre se realizara?

Pelo que sei, o Daniel e a Fernanda Bacelar trabalharam com afinco, esmero e zelo no projeto. E, sobretudo, com uma dose enorme de carinho. No dia 27 de Abril, um e-mail do Daniel afirmava:

"ZECA
Já vai a caminho!!!!
Agora não rôas as unhas!!!!!"

Mas é claro que fiquei a roer as unhas. O serviço postal no Brasil, ultimamente, tem estado péssimo. Por isso preparei-me para uma longa espera. O suspense tornou-se obsessivo.

No mesmo dia, o Daniel ainda mandou outra mensagem, na qual explicava:

"O mérito é todo do Carlos que foi descobrir o VHS no espólio de uma escola qualquer. Segundo parece quando a LUSOMUNDO (a antiga) faliu, ofereceu a uma série de escolas os filmes que tinham em armazém. Este "Pão Amor e Totobola" nem sequer chegou a estar á venda ao público. Como poderás ver no DVD, a imagem está óptima, pois o VHS nunca tinha sido visionado em sitio nenhum."

Finalmente, ontem, o pacote chegou. São e salvo. Um trabalho perfeito. A cópia está, realmente, em estupendas condições e o documento histórico, que mostra claramente a Lisboa do início dos anos 60, encontra-se finalmente em meu poder.

É também o resgate de uma parte da minha juventude porque, embora as minhas imagens na película sejam breves, demasiado breves até, trouxeram de volta à minha memória pessoas, episódios e momentos que foram muito gostosos de reviver.

Não tenho palavras para agradecer ao Carlos Santos, e ao Daniel e Fernanda Bacelar por esta demonstração fantástica de carinho, de simpatia, de camaradagem e de altruísmo. Foi um gesto inestimável, que para sempre figurará em lugar de ouro no meu coração.

Bem hajam, meus amigos, muito obrigado!

5/10/2009

Dando Notícias (1)

Faz tempo que não dou a devida e merecida atenção ao blog. Mas tenho um bom par de desculpas muitíssimo plausíveis para justificar isso.

A primeira prende-se com motivos de saúde: duas operações e uma crise de pancreatite aguda deixaram-me fora de jogo durante um tempo. Nada de muito grave; somente chato... e doloroso.

A segunda prende-se com a crise econômica que o mundo atravessa: a nossa escola deixou de ser rentável e precisámos repensar toda a nossa estrutura profissional para contornar o problema, já que os parcos rendimentos que possuímos (aposentadoria, juros, etc) não cobrem nem metade das nossas despesas, apesar de levarmos uma existência totalmente espartana. Decidimos largar as instalações alugadas que mantínhamos e reconverter parte da nosssa casa para funcionar como escola. Estamos na fase final dessa reconversão, mas ainda nos faltam os alunos locais de que carecemos para faturar o mínimo necessário. Vamos passar as próximas semanas focalizados na divulgação. As mudanças no web site da escola refletem tudo isto: www.globalteam.com.br/.

Um terceiro motivo para esta ausência temporária tem a ver com a tarefa a que meti ombros de publicar diversas obras na net em formato de e-books e registros mp3. Trata-se de trabalhos do foro esotérico em que estive envolvido nos últimos 30 anos. Uma dádiva ao mundo, já que ofereço os downloads completamente de graça: www.globalteam.com.br/amerlantis. Estou a meio desse trabalho moroso mas muito gratificante. O número de pessoas que têm baixado as obras é incrível, o que revela a apetência que o público tem por este tipo de informação. Isso dá-me uma grande alegria espiritual.

Hoje é o dia de aniversário da Heather. Não vamos fazer nenhuma festa, nem sair para comer fora. Continuaremos com o nosso estilo espartano de vida, cozinhando a nossa própria comida, e dando graças pela ventura de continuarmos juntos, consolidando um amor de quatro décadas e meia, que resiste a todas as crises e abalos com total estoicismo e verticalidade.

Parabéns, Heather, a tua juventude é perene!

1/11/2009

Feliz Ano Novo de 2009!

Como quase todos os anos acontece, ficámos num período de recesso durante a época de Natal, meu aniversário e Revéillon.
Aconteceu muita coisa durante o ano de 2008 que merecia uma profunda e elaborada reflexão, para dali se poderem extrair as devidas conclusões e consequências, tanto ao nível pessoal e familiar, como ao nível planetário e espiritual. Nesta data ainda é cedo para considerar esse trabalho completo mas já é possível ter alguma perspectiva que nos deixa antever as linhas gerais do que tem que ser feito em 2009 e daí em diante.
O ano de 2009 vai ser um ano de grandes mudanças. Algumas são-nos impostas do exterior, mas outras têm que ser fruto do nosso livre-arbítrio e poder de adaptação às novas realidades que aí estão, mais as que estão por vir. Temos todos que estar fortes e flexíveis para todas as eventualidades. Não adianta negar as transformações e, muito menos, tentar resistir-lhes. Agora, mais do que nunca, remar contra a maré é contra-producente.
Após termos posto em prática o nosso plano de mudanças pessoais e familiares, devemos apressar-nos a colaborar na co-criação do plano planetário. Para tanto, devemos sintonizar-nos mentalmente com os milhões de outros seres humanos que compartilham conosco dos ideiais de justiça, fraternidade e amor universais, em conjunto com os grandes Mestres da Sabedoria Universal, nos planos mais elevados.
Entrámos o ano sob a influência de uma das mais injustas e cruéis carnificinas que este planeta jamais conheceu. O genocídio praticado pelos sionistas sobre o povo indefeso da Palestina é inaceitável, imperdoável e de uma imoralidade atroz. Todavia, as grandes potências mundiais fecham os olhos em silenciosa cumplicidade. Os nazis europeus e os segregacionistas sul-africanos começam a parecer-nos verdadeiros aprendizes de feiticeiro em comparação com os carrascos sionistas "à la Pol Pot". Isto é muito, muito grave, e somente pode augurar catástrofes inimagináveis, que inevitavelmente podem surgir em resposta a este holocausto. Porque violência gera violência, o ciclo pode alcançar proporções apocalípticas. Todos precisamos usar a maior força do nosso poder mental para ajudar a evitar o pior.
É, portanto, no conhecimento das grandes dificuldades que se aproximam (e apesar disso), que desejo a todos os meus familiares, amigos e leitores em geral, um novo ano de 2009 cheio de saúde, paz profunda e muito amor.
Bem hajam!DSC02700a

10/20/2008

In Memoriam - Emmanuel Flores

Uma tiste notícia: Faleceu hoje na sua casa em Huelva, Espanha, o nosso grande amigo Emmanuel Flores, vítima de cancro no pulmão. Aqui deixamos expressa a nossa grande mágua pela sua perda e endossamos os nossos sentidos pêsames a toda a família Flores.

9/30/2008

God of Negroes [Ouvir/Baixar] - Gravações domésticas

“Entrei em quadrícula” na região de Farim, no norte da Guiné-Bissau, como oficial do Batalhão de Caçadores 1887, em 1966, após uma estadia de poucos meses no quartel da Amura em Bissau. Todos aqueles meses de Guiné provocaram em mim uma grande tristeza e desânimo, ao constatar que os mais de 500 anos de presença portuguesa naquelas paragens não tinham produzido nenhum resultado civilizacional palpável. As populações indígenas viviam no meio das maiores carências, sem meios sanitários de qualquer espécie à sua disposição, não falando uma palavra da língua portuguesa, abandonadas, exploradas, ignoradas, desprezadas.

A administração pública e os lugares de chefia dentro da sociedade civil estavam entregues a uma elite de cabo-verdianos que exerciam a mais tirânica repressão sobre os guineenses. Estes, desamparados, pareciam até esquecidos por Deus. Foi então que me surgiu a idéia de me dirigir ao “Deus dos Negros” a pedir-lhe piedade para o seu povo, já que o deus dos brancos parecia tê-lo abandonado.

Assim nasceu “God of Negroes”, uma balada pungente, verdadeiro “negro spiritual”, como apelo derradeiro para a salvação de um povo inocente e infeliz, a quem mais ninguém parecia poder socorrer.

Mais tarde, os moços do Conjunto Académico de João Paulo pediram-me para gravar esta minha composição, o que fizeram, sem qualquer interferência da minha parte. Foram a minha casa um gravador portátil gravar a minha versão, e a próxima vez que ouvi falar da música foi quando a ouvi na rádio interpretada por eles. Tive pena de não me terem pedido algumas dicas que poderiam ter melhorado o resultado comercial final, principalmente no que respeita ao sotaque madeirense do Sérgio Borges, que eu poderia ter ajudado a corrigir para que o inglês ficasse mais decente, mas... paciência, não foi por falta de eu ter oferecido ajuda.

Enfim, aqui está a minha versão original, propositadamente repetitiva e monocórdica, tal como a concebi in loco na Guiné-Bissau.

NOTA: Estas gravações domésticas são como rascunhos. Feitas em gravador de cassettes, sem recursos de espécie alguma, destinam-se unicamente a figurar como fichas num arquivo de memórias.

7/24/2008

Parque Eduardo VII (1)


Início dos anos 60: esta foi a foto depois utilizada na capa do meu disco da Alvorada.

Pavilhão dos Desportos (1)



Ano de 1963. Na foto, além de mim, veem-se o António Candeias na guitarra solo e o Edmundo Silva na guitarra baixo.

Autógrafos (1)


Início dos anos 60: sessão de autógrafos à porta do Liceu de Oeiras. O meu primeiro carro era um Herald Triumph 1200 descapotável.

Domingos de manhã (1)


No início dos anos 60, acontecia o Passatempo PAC aos domingos às 10 horas da manhã no saudoso Eden Teatro. Nesta fotografia, além de mim, podem ver-se o Fernando Mendes na bateria e o Edmundo Silva na guitarra baixo.

O nascimento do Nazaré Rock




Fotos de 1959 tiradas no terraço da minha casa de férias na Rua Adrião Batalha, 141, 2º, esquina com a Travessa do Açougue, na praia da Nazaré, evidentemente.

A Década de 60 [Ouvir/Baixar] - Gravações domésticas

Escrita no final dos anos 70, esta canção é uma homenagem aos "anos dourados" e uma afirmação dos princípios fundamentais de uma geração. Ao mesmo tempo, constitui um compromisso com as gerações seguintes.
NOTA: Estas gravações domésticas são como rascunhos. Feitas em gravador de cassettes, sem recursos de espécie alguma, destinam-se unicamente a figurar como fichas num arquivo de memórias.

7/18/2008

Noivado


A nossa festa de noivado teve lugar na Quinta do Paraíso, Baratã, no dia 31 de Outubro de 1965. Foi mais ou menos por essa altura que tirámos estas fotografias.

Gostos não se discutem!



Sempre que eu afirmo que GOSTO de ser careca, alguém replica que digo isso porque SOU (ou estou) careca. Eis aqui a prova do contrário com um peso temporal de mais e 40 anos entre as fotos da esquerda (Guiné-Bissau) e as da direita (North Virginia e Brasil). Ah como eu sempre gostei de sentir o fresquinho no miolo!...

Balada da Fome [Ouvir/Baixar] - Gravações domésticas

Nos anos de 1963/1964 eu era frequentemente convidado para festas em casas de gente rica. Festas onde se esbanjava sem o menor pudor tudo aquilo que faltava na mesa dos pobres. Uma noite, regressado a minha casa depois de uma dessas festanças, sentei-me e escrevi esta música. A partir daí passou a fazer parte do meu repertório habitual e cantei-a em todos os lugares, inclusive nas casas dos tais ricaços, que insinuavam sorrisos amarelentos mas aplaudiam a contragosto. É uma das minhas muitas canções de intervenção social e cheguei a ser detido para interrogatórios após a sua execução pública. A minha resposta era sempre de que se tratava de uma música de divulgação dos princípios cristãos. Ponto final!

No Curso de Oficiais Milicianos (COM) de Mafra 1965, a Balada da Fome virou um verdadeiro hino, cantado em uníssono pelos 1.800 cadetes que o integravam. Na festa de final do curso efetuada a seguir ao juramento de bandeira e outras mascaradas militares, cantei-a na frente de todos os representantes do poder instituído que estvam ali presentes, inclusive as madames do Movimento Nacional Feminino. Pensei que iria direto dali para o xilindró, mas como a esmagadora maioria dos cadetes resolveu cantar o refrão comigo, teria sido necessário engavetar 1.800 pessoas - o que os calabouços da PIDE não comportavam...
NOTA: Estas gravações domésticas são como rascunhos. Feitas em gravador de cassettes, sem recursos de espécie alguma, destinam-se unicamente a figurar como fichas num arquivo de memórias.

7/17/2008

Tu sabes que eu te quero [Ouvir/Baixar] - Gravações domésticas

Composta por mim no final dos anos 70, esta música foi o resultado de um desafio. O panorama do rock português estava em plena expansão, grandes nomes tinham surgido e vendiam discos às toneladas, acabava de surgir o Rui Veloso com o seu êxito "Chico Fininho", etc. Alguns amigos me comentaram que se dizia que o Rui Veloso era o criador do rock português, ao que eu respondi que quando ele nasceu, em 1957, já eu compunha e cantava rock. E talvez não fosse o único. Embora eu tivesse abandonado as lides artísticas em 1968, lançaram-me o desafio: "Serias capaz de compor e cantar HOJE uma música que mostrasse que ainda te corre sangue de rockeiro nas veias?"

O resultado está aqui. Mostrei-o somente a um número muito reduzido de amigos íntimos na época e regressei ao meu silêncio habitual. Hoje torno-o público.
NOTA: Estas gravações domésticas são como rascunhos. Feitas em gravador de cassettes, sem recursos de espécie alguma, destinam-se unicamente a figurar como fichas num arquivo de memórias.

Lugar para Dois [Ouvir/Baixar] - Gravações domésticas

Compus este tema em 1961/62 e ele logo se tornou o favorito da mulherada que me rodeava na época. Claro que é uma afirmação meio machista de demarcação de território amoroso, mas não tão chauvinista como o U. S. Male, por exemplo. Procurei na parte musical encontrar uma combinação harmónica diferente do habitual, com um jogo ousado entre acordes maiores e menores, sendo um pouco inspirado por um dos meus grandes ídolos, o Del Shannon, embora sem indulgir em qualquer tipo de plágio.
NOTA: Estas gravações domésticas são como rascunhos. Feitas em gravador de cassettes, sem recursos de espécie alguma, destinam-se unicamente a figurar como fichas num arquivo de memórias.

Dizer-te Adeus [Ouvir/Baixar] - Gravações domésticas

Todas as minhas composições são crónicas, quer da minha vida pessoal, quer do ambiente que me rodeia. Esta não foge à regra. Escrevi-a em 1964, homenageando uma namorada.
NOTA: Estas gravações domésticas são como rascunhos. Feitas em gravador de cassettes, sem recursos de espécie alguma, destinam-se unicamente a figurar como fichas num arquivo de memórias.