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2/18/2011

A Hundred Pounds of Clay

É uma composição de Bob Elgin, Luther Dixon e Kay Roger. A primeira interpretação que conheci foi pelo Gene McDaniels em 1961. Fez parte de um EP do artista, em que também constam “Tower of Strength” e “The Secret”. Fiquei deslumbrado. Tanto não poderei dizer da versão seguinte que apareceu em Portugal, na voz de Johnny Hallyday, com o título de “Avec une Poignée de Terre”.

 

Coloquei esta música no meu repertório desde o primeiro dia qua a conheci. Esta é uma interpretação que gravei em 1986, 2 anos antes de me retirar para o Brasil, na biblioteca do meu apartamento de Alfragide, acompanhado com um violão de 12 cordas.

 

Ainda me restava algum cabelo nesta ocasião…

11/24/2010

Discografia

Com  o lançamento, hoje, de mais un duplo CD que inclui uma música minha, fica assim organizada a minha modesta discografia:

1961 – Zeca do Rock e o Conjunto de Manuel Viegas – EP Alvorada MEP 60425

(Menina, Sansão foi Enganado, Nazaré Rock, Dezassete)

1963 – Pão Amor e Totobola (trilha sonora) – EP Parlophone LMEP 1.155

(Twist para Dois)

1997 – Biografia do POP/Rock – Duplo CD Movieplay MOV 30.367-A/B

(Sansão foi Enganado)

2007 – 50 anos de Música Vol. 04 – Os Reis do Ritmo / Anos 50/60 – CD EMI 00946 3 91413 2 6

(Twist para Dois)

2010 – Óculos de Sol – Sucessos do Verão de 60 e 70 – Duplo CD iPlay/VC IPV 1708 2

(Twist para Dois)

2010 – Caloiros da Canção – Duplo CD iPlay/VC IPV 1710 2

(Twist para Dois)

Como pode ser verificado, o tema “Twist para Dois”, da trilha sonora do filme “Pão, Amor e Totobola”, já foi reeditado 3 vezes em CD e o tema “Sansão foi Enganado” foi reeditado uma vez. Isto por causa da guerra das editoras e da falta de cooperação umas com as outras quando são organizadas compilações. Por isso, os temas que – até agora – ficaram de fora, são, na realidade, os que mais sucesso fizeram nos anos 60, o que não deixa de ser bizarro. Só gostaria de salientar que, em países “subdesenvolvidos'’ como o Reino Unido e os Estados Unidos da América, este fenómeno não se verifica e a cooperação impera. Porque será?!…

5/10/2010

Video-Clip de Twist para Dois

Video-Clip de “Sansão foi Enganado”

Video-clip de “Menina”

Diz o primeiro verso da composição de Manuel Viegas:

Menina
Tenha mais cautela
Não venha à janela
Para criar ilusões


Aproveitando o mote, resolvi enfeitar este clip com uma exposição de belíssimas e pitorescas janelas da minha cidade natal de Lisboa. Espero que gostem!


5/09/2010

Video-clip de “Dezassete”

Com uma montanha de fotografias da época, incluindo as de algumas amiguinhas de então.


Video-Clip de "Nazaré Rock"

Fiz uma pequena montagem com fotos minhas da época, imagens da Nazaré e, como não podia deixar de ser, fotos de beldades em bikini, para servirem de distração visual ao som do disco de 1961. Aqui vai:

5/07/2010

Entrevista de TV no Brasil

A EPTV é a distribuidora da programação da TV Globo na região onde moro. Como eles me descobriram, desconheço. Mas o certo é que me telefonaram em Julho de 2006 solicitando uma entrevista. Acedi de boa vontade e fui entrevistado na minha casa, mau grado estar – nessa época – uns 12 kg acima do meu peso atual de 85 Kg. A utilização de uma lente tipo “fundo de garrafa” ainda piorou mais as coisas…

A entrevista foi para o ar durante o noticiário local das 12:00 às 12:30h no dia 8 de Julho de 2006.

Aqui fica, para gáudio geral.

A minha única ida à RTP

A minha “carreira” artística ocorreu entre 1959 e 1966. Pus “carreira” entre aspas porque sempre me considerei amador, jamais tendo cogitado fazer da música a minha profissão. Durante esse período, sempre me foram negados, o acesso à RTP e à Emissora Nacional, órgãos oficiosos do governo retrógrado que nos sufocava. Foi somente em 1982 que fui convidado a participar num programa ao Vivo na RTP2, que foi para o ar às 20:00 do dia 5 de Setembro.
Cheguei aos estúdios uns minutos antes, fiz um rápido ensaio com a banda que me ia acompanhar e que jamais vira na vida, e a coisa foi para o ar em direto da forma que ireis ver. Apresento somente as músicas. A entrevista fica para outra postagem.
Divirtam-se!
READY TEDDY:

Medley com “Férias Grandes” e “A Década de 60”, ambas de minha autoria:

10/31/2009

O Empresário Arlindo Conde



Quase ninguém mais se lembra do empresário Arlindo Conde, nem mesmo para dizer que ele era o pai do roqueiro Fernando Conde, Por isso, quero aqui prestar-lhe uma devida homenagem.

Arlindo Conde fez muito pela música portuguesa no início dos anos 60. O seu passatempo PAC (Produções Arlindo Conde) que acontecia no Eden Teatro aos domingos de manhã, foi o mais importante acontecimento musical lisboeta (quiçá nacional) durante muito tempo.

Fala-se muito dos concursos de rock do Teatro Monumental e outras iniciativas semelhantes promovidas por outros empresários. Só o que ninguém diz é que esses outros empresários não pagavam aos artistas, ficavam-lhes a dever eternamente os escassos cachets que se praticavam na época. Por isso, era-lhes muito prático promover esses "concursos", que não lhes custavam um centavo de qualquer maneira, porque a rapaziada queria era dar-se a conhecer ao público. Assim, sempre com lotações esgotadas, enchiam os bolsos à custa dos inocentes candidatos a roqueiros que lhes caíam nas garras. Devo dizer que nunca participei de nenhum desses "concursos" e que, nas poucas vezes que apareci em espectáculos promovidos por esses empresários, exigia o pagamento antes de entrar no palco - ou não entrava. Isto após ter sido atingido por diversos calotes, é claro.

Arlindo Conde era a excepção. Correctíssimo nas suas contas, não atrasava um dia os pagamentos aos artistas. É preciso que a verdade seja conhecida. Pela minha parte, nunca hesitei em dizê-la, tanto na época como agora, por isso a minha fama de "enfant terrible". Numa terra de vigaristas, Arlindo Conde destoava pela honestidade. Parabéns Arlindo!

P.S.: Vim a saber recentemente que o Arlindo Conde foi alvo de feroz perseguição pelos pseudo-comunas da abrilada (golpe neo-fascista de 25 de Abril de 1974), e que muitos daqueles que ele ajudou a lançar na carreira artística lhe viraram as costas, outros chegaram mesmo a apunhalá-lo. Em Portugal, infelizmente, é assim mesmo. Somente os medíocres, os oportunistas, os ladrões e os vigaristas vingam na vida.

Fotos de 1960; da direita para a esquerda:
Foto 1: Zeca, Arlindo Conde, J. Dores (meu pai, escritor), Fernando Conde.
Foto 2: Arlindo Conde, Zeca, locutor-apresentador (esqueci o nome), Fernando Conde
.

5/15/2009

Pão, Amor e Totobola: Sonho Realizado!

Há cerca de um ano e picos lancei um apelo público para que alguém me conseguisse arranjar uma cópia do filme "Pão, Amor e Totobola", no qual tive uma participação.

Há muitos anos que vinha fazendo eu próprio essa busca, sem o menor sucesso. Julguei sinceramente ser uma missão impossível, por vários motivos óbvios, entre os quais o facto de que NUNCA foi lançado em DVD.

Todavia, como foi feito um lançamento em VHS e circulou pelo mercado dos vídeo-clubes, fiquei com uma ténue esperança de que o milagre se pudesse realizar um dia.

Pois, meus amigos, esse dia chegou.

Em 23 de Abril passado, recebi um e-mail do amigo Carlos Santos dizendo o seguinte:

"Tenho andado a "farejar" por tudo quanto é sítio e acho que descobri uma cópia do filme - Pão Amor e Totobola. Amanhã mesmo vou a casa do Daniel Bacelar para passar essa cópia de VHS para DVD."

Fiquei em polvorosa; nem queria acreditar. Seria que o milagre se realizara?

Pelo que sei, o Daniel e a Fernanda Bacelar trabalharam com afinco, esmero e zelo no projeto. E, sobretudo, com uma dose enorme de carinho. No dia 27 de Abril, um e-mail do Daniel afirmava:

"ZECA
Já vai a caminho!!!!
Agora não rôas as unhas!!!!!"

Mas é claro que fiquei a roer as unhas. O serviço postal no Brasil, ultimamente, tem estado péssimo. Por isso preparei-me para uma longa espera. O suspense tornou-se obsessivo.

No mesmo dia, o Daniel ainda mandou outra mensagem, na qual explicava:

"O mérito é todo do Carlos que foi descobrir o VHS no espólio de uma escola qualquer. Segundo parece quando a LUSOMUNDO (a antiga) faliu, ofereceu a uma série de escolas os filmes que tinham em armazém. Este "Pão Amor e Totobola" nem sequer chegou a estar á venda ao público. Como poderás ver no DVD, a imagem está óptima, pois o VHS nunca tinha sido visionado em sitio nenhum."

Finalmente, ontem, o pacote chegou. São e salvo. Um trabalho perfeito. A cópia está, realmente, em estupendas condições e o documento histórico, que mostra claramente a Lisboa do início dos anos 60, encontra-se finalmente em meu poder.

É também o resgate de uma parte da minha juventude porque, embora as minhas imagens na película sejam breves, demasiado breves até, trouxeram de volta à minha memória pessoas, episódios e momentos que foram muito gostosos de reviver.

Não tenho palavras para agradecer ao Carlos Santos, e ao Daniel e Fernanda Bacelar por esta demonstração fantástica de carinho, de simpatia, de camaradagem e de altruísmo. Foi um gesto inestimável, que para sempre figurará em lugar de ouro no meu coração.

Bem hajam, meus amigos, muito obrigado!

9/30/2008

God of Negroes [Ouvir/Baixar] - Gravações domésticas

“Entrei em quadrícula” na região de Farim, no norte da Guiné-Bissau, como oficial do Batalhão de Caçadores 1887, em 1966, após uma estadia de poucos meses no quartel da Amura em Bissau. Todos aqueles meses de Guiné provocaram em mim uma grande tristeza e desânimo, ao constatar que os mais de 500 anos de presença portuguesa naquelas paragens não tinham produzido nenhum resultado civilizacional palpável. As populações indígenas viviam no meio das maiores carências, sem meios sanitários de qualquer espécie à sua disposição, não falando uma palavra da língua portuguesa, abandonadas, exploradas, ignoradas, desprezadas.

A administração pública e os lugares de chefia dentro da sociedade civil estavam entregues a uma elite de cabo-verdianos que exerciam a mais tirânica repressão sobre os guineenses. Estes, desamparados, pareciam até esquecidos por Deus. Foi então que me surgiu a idéia de me dirigir ao “Deus dos Negros” a pedir-lhe piedade para o seu povo, já que o deus dos brancos parecia tê-lo abandonado.

Assim nasceu “God of Negroes”, uma balada pungente, verdadeiro “negro spiritual”, como apelo derradeiro para a salvação de um povo inocente e infeliz, a quem mais ninguém parecia poder socorrer.

Mais tarde, os moços do Conjunto Académico de João Paulo pediram-me para gravar esta minha composição, o que fizeram, sem qualquer interferência da minha parte. Foram a minha casa um gravador portátil gravar a minha versão, e a próxima vez que ouvi falar da música foi quando a ouvi na rádio interpretada por eles. Tive pena de não me terem pedido algumas dicas que poderiam ter melhorado o resultado comercial final, principalmente no que respeita ao sotaque madeirense do Sérgio Borges, que eu poderia ter ajudado a corrigir para que o inglês ficasse mais decente, mas... paciência, não foi por falta de eu ter oferecido ajuda.

Enfim, aqui está a minha versão original, propositadamente repetitiva e monocórdica, tal como a concebi in loco na Guiné-Bissau.

NOTA: Estas gravações domésticas são como rascunhos. Feitas em gravador de cassettes, sem recursos de espécie alguma, destinam-se unicamente a figurar como fichas num arquivo de memórias.

7/24/2008

Parque Eduardo VII (1)


Início dos anos 60: esta foi a foto depois utilizada na capa do meu disco da Alvorada.

Pavilhão dos Desportos (1)



Ano de 1963. Na foto, além de mim, veem-se o António Candeias na guitarra solo e o Edmundo Silva na guitarra baixo.

Autógrafos (1)


Início dos anos 60: sessão de autógrafos à porta do Liceu de Oeiras. O meu primeiro carro era um Herald Triumph 1200 descapotável.

Domingos de manhã (1)


No início dos anos 60, acontecia o Passatempo PAC aos domingos às 10 horas da manhã no saudoso Eden Teatro. Nesta fotografia, além de mim, podem ver-se o Fernando Mendes na bateria e o Edmundo Silva na guitarra baixo.

O nascimento do Nazaré Rock




Fotos de 1959 tiradas no terraço da minha casa de férias na Rua Adrião Batalha, 141, 2º, esquina com a Travessa do Açougue, na praia da Nazaré, evidentemente.

A Década de 60 [Ouvir/Baixar] - Gravações domésticas

Escrita no final dos anos 70, esta canção é uma homenagem aos "anos dourados" e uma afirmação dos princípios fundamentais de uma geração. Ao mesmo tempo, constitui um compromisso com as gerações seguintes.
NOTA: Estas gravações domésticas são como rascunhos. Feitas em gravador de cassettes, sem recursos de espécie alguma, destinam-se unicamente a figurar como fichas num arquivo de memórias.

7/18/2008

Noivado


A nossa festa de noivado teve lugar na Quinta do Paraíso, Baratã, no dia 31 de Outubro de 1965. Foi mais ou menos por essa altura que tirámos estas fotografias.

Gostos não se discutem!



Sempre que eu afirmo que GOSTO de ser careca, alguém replica que digo isso porque SOU (ou estou) careca. Eis aqui a prova do contrário com um peso temporal de mais e 40 anos entre as fotos da esquerda (Guiné-Bissau) e as da direita (North Virginia e Brasil). Ah como eu sempre gostei de sentir o fresquinho no miolo!...