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12/20/2010

Relembrando a comissão na Guiné Portuguesa

 

Aqui deixamos a nossa homenagem a todos os que lá estiveram conosco e voltaram, uns vivos, outros mortos, outros semi-vivos, outros semi-mortos.

4/09/2008

Guiné 1966: Um amor e uma tabanca

Eu com 22 anos e a Heather com 18 acabados de fazer e sem falar uma palavra de português, enfrentámos durante cerca de 2 anos um clima implacável (quente e húmido), uma guerra estúpida e tremendamente sangrenta, doenças tropicais medonhas e uma disciplina militar intolerável, ministrada por oficiais e sargentos corruptos, incompetentes e desonestos (dos que, mais tarde vieram a fazer o 25 de Abril). Eu fui um simples alferes miliciano, um civil fardado contra a sua vontade e violentado nas suas convicções.

Sobrevivemos inteiros e saímos reforçados no nosso relacionamento. Mas, infelizmente, perdemos a inocência. Ninguém pode atravessar o inferno sem se queimar.