4/10/2008

Tommy Steele - Young love



Edição original inglesa de 1957. Conteúdo descrito na capa.

Winchester Cathedral


Edição original inglesa de 1966. Lado B: Wait for me baby.

Johnny Hallyday - Let's twist again

Edição francesa original de 1961. Conteúdo:

  • Viens danser le twist
  • Let's twist again
  • Avec une poignée de terre (A hundred pounds of clay)
  • Toi qui regrettes

Ricky Nelson - True Love


Edição Imperial original norte-americana (1957).

Cliff Richard - Fall in Love with you


Edição portuguesa de 1963. Capa encamisada em plástico. Títulos originais do conteúdo:
  • Fall in love with you
  • Willie and the hand jive
  • I love you
  • D in love

98.6 - Keith

Edição portuguesa de 1966. As duas músicas principais, 98.6 e Tell it to my face, são excelentes.

Mind over matter

Acabamos de receber dos States um livro com um marcador dentro, que ostenta uma citação bem engraçada de Mark Twain:

AGE is
mind over matter.
If you don't mind,
it doesn't matter.
Assino em baixo!

Oh, Pretty Woman - Roy Orbison

No lado B tem "Yo te amo Maria"

Edição inglesa de 1964 - original.

4/09/2008

Colecção de cromos Bandeiras do Universo

Publicado em 1957.

Guiné 1966: Um amor e uma tabanca

Eu com 22 anos e a Heather com 18 acabados de fazer e sem falar uma palavra de português, enfrentámos durante cerca de 2 anos um clima implacável (quente e húmido), uma guerra estúpida e tremendamente sangrenta, doenças tropicais medonhas e uma disciplina militar intolerável, ministrada por oficiais e sargentos corruptos, incompetentes e desonestos (dos que, mais tarde vieram a fazer o 25 de Abril). Eu fui um simples alferes miliciano, um civil fardado contra a sua vontade e violentado nas suas convicções.

Sobrevivemos inteiros e saímos reforçados no nosso relacionamento. Mas, infelizmente, perdemos a inocência. Ninguém pode atravessar o inferno sem se queimar.

Colecção de Cromos História Natural – 1º e 2º Álbuns



Editados em 1958.

Colecção de Cromos Raças Humanas – 1ª e 2ª Séries



Ano da 1ª edição: 1956 (Março).

Origem- Espanha (Catalunha), editorial Bruguera, 1955.

Cromos- 128 guaches de E. Vicente Rodriguez.

Notas: Os 6 primeiros cromos da edição portuguesa são diferentes dos da espanhola, que ilustram tipos portugueses. Houve pelo menos três edições diferentes dos cromos e duas dos albuns das quais a última, em meados dos anos 60, estava marcada "5ª Edição" e tinha uma contracapa (publicidade "Milo") diferente das anteriores (publicidade a cromos).


Os meus álbuns são ambos primeiras edições e estão completos.

Cavaleiro Andante – Números Especiais de Natal Encadernados – 1954 a 1958





4/08/2008

Os meus preferidos do Século XX: Líder político

Primeiramente preciso afirmar que a classe política em geral, seja em que país fôr, me enoja. São, na sua maioria, parasitas da coisa pública, mentirosos, oportunistas, aproveitadores e gatunos - digo sem papas na língua e peço desculpa às poucas, mas honrosas, excepções.

Dito isto, falarei de quem elejo como meu preferido para o pódio dos melhores do Século XX. Trata-se, não de uma individualidade, mas de três. Não sei se algum deles padeceu de alguma das "enfermidades" que citei no parágrafo anterior. Elejo-os pelo que fizeram de positivo, não pelo que possam ter feito de negativo - se é que o fizeram. É, portanto, um primeiro lugar partilhado por 3 políticos vencedores:

Mahatma Gandhi
Nelson Mandela
Yasser Arafat.

São três heróis da Resistência e da Liberdade. Três exemplos de abnegação e entrega total a uma causa justa. Três modelos a seguir pelas gerações presentes e futuras. Mas cuidado: dois deles foram assassinados, como amiúde acontece com os justos...

4/07/2008

Os meus preferidos do Século XX: Banda rock

Para mim, os Beach Boys são, como banda, tão incontestáveis como Elvis o é como solista masculino. Considero-os a uma distância de anos-luz em relação a todas as restantes bandas, antigas ou modernas.

Dois motivos principais constroem a base desta minha opinião: o incrível talento criador de Brian Wilson (muito bem coadjuvado pelo seu primo Mike Love), e a opção que eles fizeram desde o primeiro dia de utilizar harmonias vocais de tipo polifónico, quase sempre muitíssimo bem elaboradas e eximiamente executadas.

As músicas dos Beach Boys (estou a generalizar, é claro) tocam uma corda no meu coração que dificilmente outros grupos conseguem. Há uma auréola de sonho, algo de angélico, em volta das suas melodias que constitui uma constante ao longo da grande maioria das suas composições. Mesmo quando interpretam criações de outrem, eles conseguem imprimir esse selo de qualidade que dá uma fantástica uniformidade ao seu repertório.

Por isso, destacados no topo das minhas preferências, os Beach Boys ocupam uma posição firme e inabalável. Em segundo lugar ex aequo, coloco duas bandas: os Moody Blues e os Byrds. Estes últimos tiveram, infelizmente, uma existência fugaz, mas enquanto duraram pontificaram. Os Moodies, tal como os Beach Boys, continuam até hoje a premiar-nos com o seu formidável talento.

Então e os Beatles? – perguntará o leitor. Correndo o risco de ser esfolado vivo, ponho-os na mesma cesta de inúmeras outras bandas, também excelentes, como os Rolling Stones, os Led Zepellin, os Who, os Status Quo, os Pink Floyd, etc. Eu estava a morar em Londres (Radnor Walk, Kings Road, Chelsea) quando foram editados os primeiros singles dos Beatles. Sabem qual foi a minha reação? Detestei. Achei-os desafinados, agressivos, “desarmónicos”. E mantive essa opinião durante bastante tempo. Só comecei a gostar do grupo quando surgiram músicas como “Michèlle”, “Girl”, “All my loving”, etc. Até lá, das bandas britânicas, a minha preferência ia para Gerry and the Pacemakers, Brian Poole and the Tremeloes, Freddy and the Dreamers, Manfred Mann, etc, cujos sucessos dançava incessantemente no “Café des Artistes”, em South Kensington, boîte que frequentava dia sim, dia sim.

Conforme se pode verificar pela imagem acima, tive o privilégio de assistir a uma apresentação ao vivo da minha banda preferida, The Beach Boys, no passado dia 19 de Agosto de 2007. O espectáculo ocorreu no Wolf Trap (Foundation for the Performing Arts), um espaço cultural situado em Vienna, na Virgínia. USA. Confesso que ia preparado para ficar já satisfeito com algo mesmo que fosse uma sombra do som a que estava habituado nos discos dos Beach Boys. Isso já seria o suficiente para matar a minha sede de quase 50 anos de fã. Até porque tinha visto os vídeos de algumas apresentações ao vivo do Brian Wilson – que deixavam muito a desejar.

O que aconteceu, para minha enorme e saborosa surpresa foi, porém, exactamente o contrário. A banda está amadurecida, melhorada, enriquecida com músicos de muito melhor qualidade que os irmãos Wilson, e as suas interpretações durante 3 horas de show revivendo os maiores sucessos do conjunto, ultrapassam a qualidade dos registos discográficos. E esta, hein?! Sabiamente dirigida pela dupla Mike Love – Al Jardine, a banda, agora composta por 8 membros, mantém a assistência ao rubro durante a totalidade do concerto. A juventude dos anos 60, devidamente acompanhada de filhos e netos, dançou, pulou e sonhou a tarde inteira (fui à sessão das 14 horas), transformando o acontecimento num verdadeiro carnaval de alegria e prazer. Contagiante, rejuvenescedor, inebriante, transcendente, “religioso”, inesquecível!

O Brian Wilson nem apareceu fisicamente. Aliás, há décadas que ele tem um comportamento errático e receia enfrentar o público. Mas nós perdoamos-lhe tudo isso em troca da sua presença espiritual patente nas eternas melodias e harmonias que pariu e que o público desfruta com apetite insaciável.

Os Beach Boys estão em permanente tournée mundial, fazendo, em média, 170 apresentações por ano – uma média invejável. Consultem o calendário no website deles (http://www.thebeachboys.com/) e escolham a data e local do concerto que pretendem ver. Até dia 20 de Abril eles estão a apresentar-se na Grã Bretanha, aproveitem: It’s the experience of a lifetime!

4/04/2008

Os meus preferidos do Século XX: Cantor masculino

A minha escolha recai – é claro – sem pestanejar, em Elvis Presley.

Elvis foi um cantor completo. Pode haver dúvidas se ele foi, ou não foi, o Rei do rock’n’roll. Não entrarei nessa controvérsia – até porque sou republicano. Direi, no entanto, que foi o melhor roqueiro de pele branca durante uma boa meia-dúzia de anos. E adiantarei ainda que, sem ele, o rock (ou rhythm and blues, se preferirem) jamais teria saído do ghetto em que nasceu. O seu único rival teria sido Buddy Holly, não tivesse a sua carreira (e vida) sido interrompida tão brutal e precocemente.

Mas o mais importante é que Elvis era bom em todos os gêneros musicais que interpretou. Como baladeiro foi inultrapassável. O timbre e o vibratto natural da sua voz são inimitáveis. Até hoje não surgiu nenhum cantor que possa considerar-se, mesmo que de longe, equiparável a Elvis.

Houve grandes intérpretes e compositores que não posso deixar de recordar, como Chuck Berry, Little Richard, Pat Boone, Paul Anka, Neil Sedaka, Ricky Nelson e, sobretudo, o inspiradíssimo Roy Orbison. Entre outros, eles fazem parte da minha galeria de cantores imortais do século XX, mas o lugar de honra pertence a Elvis Presley. Definitivamente.

Wanted: Pão, Amor e Totobola


Procuro quem me possa ceder uma cópia em VHS ou em DVD do filme de Henrique de Campos "Pão, Amor e Totobola" (1963), estreado no Eden Teatro em 23 de Janeiro de 1964. Acontece que tive uma pequena intervenção na película e muito gostaria de poder mostrá-la à minha descendência e deixá-la no meu espólio artístico.

Acabo de decobrir no site http://www.esec.pt/cdi/repositorio/Docs/regvideo/Comedias.pdf a seguinte entrada:
PÃO, AMOR E... TOTOBOLA
Pão, amor e... totobola [registo vídeo] / realização de Henrique de Campos ; produção de
Francisco de Castro. - Lisboa : Lusomundo, cop. 1994. - 1 cassete (VHS) (103 min.) : p&b. -
(Novo cinema português). - Nº Reg. 774/94
Cota: 732/13
Isto, obviamente, significa que foi editada uma versão da película em VHS em 1994. Certamente alguém terá uma cópia. Apareça, por favor!!
Muito obrigado!

4/03/2008

Para quem tenha dúvidas



Muitas pessoas duvidam que o regime que vigorou em Portugal mais ou menos entre 1926 e 1974 possa considerar-se fascista. De tal maneira que o povo português recentemente elegeu Salazar como o maior de todos os lusos – uma verdadeira vergonha nacional!

Será por falta de cultura? Será por falta de informação na era da informática? Seja por que motivo for, trago aqui o meu contributo para demonstrar que o regime era fascista e bem fascista!
Esta brochura, publicada em 1936, uns bons 8 anos antes do meu nascimento, veio parar às minhas mãos por formas que eu próprio nem consigo explicar, mas o certo é que a possuo desde os princípios dos anos 60, poucos anos depois de ter sentido pela primeira vez no corpo o peso das espadas da GNR, aquando da malograda mas eletrizante campanha eleitoral do General Humberto Delgado para a Presidência da República Portuguesa.

Trata-se de um livreto com 38 páginas e dezenas de fotografias, onde se relata o pseudo-milagre conseguido pelas forças franquistas fortemente apoiadas pela máquina de guerra Nazi de Adolf Hitler, sobre as hostes republicanas e brigadas internacionais de voluntários.

Como pode ser visto por uma análise da capa, a brochura vem escrita em 4 línguas, as línguas dos 4 países fascistas da Europa: Portugal, Espanha, Alemanha e Itália. As cores nacionais estão exibidas nos 4 cantos da capa, não podendo faltar a cruz gamada sobre o estandarte alemão, para que não reste qualquer dúvida.

Como é sabido, os quatro regimes fascistas e a Igreja Católica andavam de mãos dadas numa "entente cordiale" que não adianta tentar ocultar. Eram cúmplices descarados. Por isso, era fácil conseguir o estatuto de "milagre de Nossa Senhora" para o genocídio praticado pelas forças falangistas e seus sequazes. Mas isso é outra história...

Na primeira página, podemos ler a seguinte dedicatória manuscrita: "Ao Sr. Eduardo Schwalbach, ilustre director do jornal "Diário de Notícias", oferece a Comissão Editora deste folheto." Assinado: Álvaro Teixeira.
E pronto. Se alguém ainda tem dúvidas, paciência. O melhor é erigirem uma capela a Sto. António Salazar e, já agora, não deixem de pôr nela um altar especial dedicado a S. Álvaro Cunhal. Vocês merecem !

In Memoriam


Estou hoje a reatar este prosear em estilo de desabafo público. Um "olá" a todos os meus amigos e amigas e também aos internautas que aqui venham parar por acidente. Todos são benvindos.

Durante o tempo em que estive ausente do blog (e não foi assim tanto), perdi 3 grandes amigos, amigos antigos, amigos que residiam dentro do meu coração mas que partiram para uma outra fase das suas jornadas. Os três eram fumadores inveterados desde tenra idade, e foi esse o seu passaporte para "o outro lado". Quero deixar aqui o meu preito de homenagem e de saudade ao Álvaro (Álvaro José dos Reis Pereira), ao Tony (António Alberto Teixeira Pires), e ao Zé (José Alberto de Melo Gouveia). Que sejam muito felizes na sua nova morada e caminhem a passos largos em direção à superação definitiva do ciclo de reencarnações para se transformarem em Espíritos de Luz, em estreita e permanente união com o PAI. O meu amor os acompanhará sempre nessa jornada!

7/21/2006

Reunidos mais uma vez



Carla, Rebecca e Sophia vieram passar mais uns dias a Campinas. Fica o registro fotográfico, junto à fonte do portal da mundialmente famosa Igreja e Santuário de Nª Sª Desatadora dos Nós, em Campinas.